COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
AMPARO POPULAR
No primeiro discurso pós reeleição, Lula prometeu mais espaço para os movimentos sociais na governança. À luz da lógica, inclinação à esquerda. Tomara que assim seja, porque o presidente vai precisar de mobilização popular para evitar que a ampla maioria reacionária, bolsonarista, no Congresso, o faça refém ou mesmo tente o impeachment. É povo na rua.
PLANEJADO, ÓBVIO
A atitude do governador paulista de se lançar presidenciável para 2030 não aconteceu por acaso e expressa a vontade de frações poderosas das elites de abandonarem eleitoralmente o clã Bolsonaro. Os bolsonaristas tidos como raiz, que hoje condenam Tarcísio de Freitas, em muito pouco tempo estarão fechadinhos com ele ou outro que surja. É a tendência natural.
EM DECOMPOSIÇÃO
Se na vida, como diz a sabedoria popular, “a fila anda”, na direitona, movida por acumulação de capital e nunca por ideologia ou projeto de Brasil, a velocidade é ainda maior. O clã Bolsonaro, não a extrema direita, está em decomposição. Além da derrota humilhante nas urnas, somam-se a prisão do chefão Jair e a fuga dos principais herdeiros: Flávio e Eduardo. No ocaso.
PECHA INDELÉVEL
Do ponto de vista legal, a questão é polêmica, os juristas dão interpretações distintas aos termos “fugir” e “foragido” e muitos acham que Flávio ainda não se enquadra na segunda hipótese. Porém, politicamente o povo o vê como um covarde que abandonou quem votou nele e fugiu do Brasil por medo da Justiça, como fez o irmão Eduardo. Indelével pecha bolsonarista.
ALÉM BOLSONARO
Analistas preparados, de credibilidade, acreditam que com o ocaso do clã Bolsonaro será possível resgatar o clima de tolerância mútua indispensável à civilidade. Mas, fica a dúvida: a violência, a insanidade, o negacionismo, as fake news como arma político-eleitoral é uma exclusividade bolsonarista ou é da natureza da extrema direita nativa, antipovo e entreguista?


