Fim da escala 6x1, uma pauta popular e justa

A diminuição da jornada sem redução salarial é uma pauta histórica do movimento trabalhista e traz benefícios incontestes para a qualidade de vida do trabalhador. Tempo livre maior significa mais convivência familiar, descanso físico e mental, possibilidade de estudo e qualificação profissional, por exemplo. 

Por Ana Beatriz Leal

A fala do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, de que “é plenamente possível o fim da escala 6x1 neste ano [eleitoral]”, está diretamente alinhada com os interesses populares porque se baseia na realidade vivida pela maioria da classe trabalhadora brasileira. Ele reconhece, portanto, que há uma demanda social legítima e urgente, acima de interesses políticos. 
 

A escala 6x1 atinge sobretudo trabalhadores de baixa renda, do comércio, serviços e da indústria, que enfrentam longas jornadas, menores salários e dispõem de pouco tempo para a vida pessoal. 
 

A diminuição da jornada sem redução salarial é uma pauta histórica do movimento trabalhista e traz benefícios incontestes para a qualidade de vida do trabalhador. Tempo livre maior significa mais convivência familiar, descanso físico e mental, possibilidade de estudo e qualificação profissional, por exemplo. 
 

Mas, importante frisar que, para mudar a realidade, a pressão popular tem de ser direcionada ao Congresso Nacional, reacionário e conservador, que em sua maioria, atende aos interesses das elites. Muitos parlamentares atuam como defensores do grande capital, ainda que isto signifique manter milhões de brasileiros em rotinas exaustivas e desumanas. A resistência política é real. 
 

Hoje, duas principais Propostas de Emenda à Constituição estão em tramitação.  A PEC 148/2025, no Senado, aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), visando 40h semanais e o fim da 6x1, mais a PEC 8/2025, na Câmara dos Deputados, propondo 36h semanais e jornada de 4 dias.