COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
INCENTIVA VIRADA
“Quem trabalha também merece tempo para viver. Bora, celebrar!” Lula está otimista com o fim da escala 6x1 e não poderia ser diferente. Afinal, batalhou muito pela aprovação da PEC e soube articular ao ponto de colocar os bolsonaristas no paredão. Não tiveram coragem de votar contra. Só Mourão. Agora é trabalhar para que a vitória no Senado ajude na virada, na reeleição.
MAIOR CONQUISTA
Realmente, o fim da escala 6x1 é a maior e mais significativa conquista dos trabalhadores após a derrubada da ditadura civil-militar (1964-1985) e o início da Nova República, responsável pela promulgação, em 5 de outubro de 1988, da Constituição Cidadã, que acaba de completar 38 anos. Um triunfo da democracia social de Lula, que foi decisivo na aprovação da PEC.
FUTURO INCERTO
A luta pelo fim da escala 6x1 não encerra com a aprovação no Senado. O futuro da nova regra da legislação trabalhista vai depender diretamente do resultado da corrida presidencial, dia 25 próximo. Se Lula se reeleger, a aplicação da lei estará garantida, afinal ele sempre a defendeu, mas se der Flávio, esqueça, ninguém vai cumprir nada. É o vale tudo bolsonarista.
VÃO BOICOTAR
Claro, “óbvio ululante”, como dizia o dramaturgo Nelson Rodrigues, que Flávio Bolsonaro só votou pelo fim da escala 6x1 por fins eleitoreiros, ainda assim à distância, como se não quisesse se misturar. Pagaria caro nas urnas. Mesmo motivo que fez o PL liberar a bancada. Mas, vão de fazer tudo para sabotar a aplicação da lei. A direitona não respeita nada nem ninguém.
VERDADEIRA FACE
No placar de 75x1, o único voto contra o fim da escala 6x1 foi do senador Hamilton Mourão (PR-RS), general da reserva, vice-presidente no governo Bolsonaro, apoiador de Flávio. Ele expôs a verdadeira face da seita bolsonarista, que considera o trabalhador como inimigo de classe. Se a PEC ficasse para ser votada depois da eleição seria fragorosamente derrotada.


