COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
DUAS IMORALIDADES
A proteção que a Justiça eleitoral e a mídia corporativa dão a Flávio é um abuso que agride a democracia. No TSE, a parcialidade de Nunes Marques, presidente, e André Mendonça, vice, ambos indicados por Bolsonaro, põe em risco a lisura da eleição, enquanto na tal grande imprensa, manipulação criminosa da informação em favor do presidenciável do PL.
JEITÃO PARECIDO
Realmente, Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, faz lembrar o horror Zélia Cardoso de Mello no governo Collor (1990-1992). Não que ela também vá confiscar poupança, apenas o jeitão é bem parecido, na arrogância, na postura elitista, no desprezo ao povo, próprio de quem se acha superior por protagonizar decisões do marco poder.
MÍDIA PARTIDARIZADA
Seria o maior escândalo se Lula ou coligado anunciasse a liberação do porte de armas com os mesmos critérios da Carteira de Habilitação, como promete, se Flávio for eleito, o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), delegado, defensor raivoso do armamento. A mídia corporativa limita-se a noticiar, ainda assim, timidamente. É o “Jornalismo Canalha”, de José Arbex Jr.
OUTRO FRACASSO
Para confundir ainda mais a sociedade e gerar novas polêmicas, a decisão do TSE de reduzir de 4,3 mil para 444 o número de seções eleitorais com mudança de endereço no 2º turno. Só devia ter anunciado depois de tudo muito bem analisado e calculado. Incentivo às teorias da conspiração. A gestão Nunes Marques e André Mendonça fracassa também na organização.
MESMO DESTINO?
Investigado em dois inquéritos no STF, um por suspeita de desvio de verbas do filme Dark Horse e outro por lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz, o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, joga o tudo ou nada no domingo. Se vencer, escapa impune e faz avançar o projeto autoritário no Brasil, mas se perder, o que é provável, pode acabar preso, igual ao pai.


